O USO DA ANTIGA EXEGESE JUDAICA NO NOVO TESTAMENTO
DOI:
https://doi.org/10.71114/CCDEJ.CadSion.2763-7859.2026v7n1a01Palavras-chave:
Exegese Judaica, Bíblia Hebraica, Bíblia Judaica, Novo Testamento, Judaísmo do Segundo TemploResumo
O presente artigo se propõe a fazer uma análise metodológica de como os autores do Novo Testamento citavam e interpretavam a Bíblia Hebraica. Embora o cristianismo, no contexto helenístico-romano, já estivesse passando por uma crescente institucionalização no início do séc. II d.C., os autores do Novo Testamento integravam movimentos cristãos primitivos sectários que, no contexto do séc. I d.C., ainda faziam parte do amplo e complexo Judaísmo do Segundo Templo. O repertório exegético desses autores, portanto, é o mesmo que se vê em outros movimentos judaicos desse período, como os sectários de Qumran. Desse modo, só é possível entender como os autores neotestamentários citavam, aludiam e interpretavam a Bíblia Hebraica a partir de uma análise dos diferentes procedimentos exegéticos do Judaísmo do Segundo Templo. Os midrashim, pesherim e targumim são alguns dos mais reconhecíveis procedimentos exegéticos utilizados nesse contexto, além da interpretação judaico-helenística, que comumente se demonstra através da alegoria e da tipologia, também presentes no Novo Testamento. Esta pesquisa se dispõe a apresentar um percurso de análise moderna para identificação e interpretação do uso desse tipo de exegese, buscando fornecer ao leitor uma contextualização de como entender o uso da Bíblia Hebraica no Novo Testamento, que se dá a partir da antiga exegese judaica, típica do prolífico Judaísmo do Segundo Templo.
