AUTORIA, RESPONSABILIDADE E INTEGRIDADE CIENTÍFICA NA ERA DA IA GENERATIVA: IMPLICAÇÕES ÉTICAS PARA A PRODUÇÃO ACADÊMICA CONTEMPORÂNEA
DOI:
https://doi.org/10.71114/CCDEJ.CadSion.2763-7859.2026v7n1a02Palavras-chave:
Autoria científica, Inteligência Artificial Generativa, Epistemologia, Ética das virtudes, Antropologia teológicaResumo
O presente artigo investiga as implicações epistemológicas, éticas e teológico-antropológicas do uso de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) na produção de conteúdo científico. A partir de uma abordagem integrada que articula a hermenêutica filosófica de Gadamer, a noção foucaultiana de função-autor, a ética das virtudes de MacIntyre, a antropologia cristã tomista e os documentos recentes do Magistério católico, com destaque para a Nota Antiqua et Nova (2025), onde examina-se a seguinte questão central: é legítimo atribuir autoria a quem idealiza, estrutura e valida uma produção científica assistida por IA, sem ter percorrido individualmente todas as etapas tradicionais da pesquisa? O artigo problematiza a idealização do autor-pesquisador clássico, propõe uma tipologia da autoria contemporânea, estabelece condições de legitimidade para a autoria assistida por IA e sustenta que a redefinição da autoria no século XXI deve preservar a primazia do juízo crítico, da responsabilidade pessoal e do compromisso com a verdade, à luz tanto da epistemologia filosófica quanto da vocação antropológica cristã ao conhecimento.
